Gerenciar riscos é um processo, não um arquivo
A NR-1 criou o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, o GRO: um ciclo contínuo em que a empresa identifica perigos, avalia riscos, adota medidas, acompanha os resultados e recomeça sempre que algo muda. O PGR é a forma documentada desse ciclo. Ele precisa mostrar não só quais riscos existem, mas o que está sendo feito com cada um.
Por isso, um PGR bem feito não é um modelo preenchido com o nome da empresa. Ele descreve a realidade do galpão, da cozinha, da obra ou do escritório, com os riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes que existem ali. A NR-1 também inclui os fatores psicossociais no GRO, e eles entram no programa junto com os demais.
As peças do programa
| Parte | O que contém | Para que a empresa usa |
|---|---|---|
| Inventário de riscos | Perigos, fontes, trabalhadores expostos, medidas existentes e nível de risco | Saber onde estão as prioridades |
| Plano de ação | Medidas de prevenção, responsáveis e cronograma | Organizar o que fazer e quando |
| Critérios de avaliação | Como a probabilidade e a severidade foram classificadas | Garantir que a análise seja coerente |
| Acompanhamento | Forma de verificar se as medidas funcionaram | Fechar o ciclo e revisar o que não deu certo |
Como elaboramos o PGR
- Conversa inicialEntendemos a atividade, os setores, o número de funcionários e os documentos que já existem.
- Visita aos setoresObservamos as tarefas, conversamos com quem executa e registramos máquinas, produtos e condições de trabalho.
- Avaliações quando necessárioSe um risco precisar de medição, indicamos as avaliações quantitativas adequadas.
- Inventário e classificaçãoMontamos o inventário e classificamos os riscos com critérios explicados no próprio documento.
- Plano de ação com a empresaDiscutimos as medidas com a gestão para que o cronograma seja possível de cumprir.
Quando o PGR precisa ser revisto
Além da revisão periódica prevista na NR-1, conforme a norma vigente, o programa deve ser atualizado sempre que a realidade mudar:
- implantação de nova máquina, processo, produto químico ou setor;
- acidente de trabalho ou doença relacionada ao trabalho;
- resultado de exame ou avaliação que mostre que um controle não está funcionando;
- mudança de endereço ou reforma significativa no ambiente;
- solicitação da fiscalização ou de clientes em auditorias.
O PGR alimenta tudo o que vem depois. O PCMSO define os exames a partir do inventário, o LTCAT e o evento S-2240 do eSocial usam as mesmas informações de exposição. Um inventário fraco contamina todos esses documentos.
Falhas que encontramos com frequência
Ao revisar programas feitos por terceiros, alguns problemas se repetem: inventário copiado de outra empresa do mesmo ramo, funções que existem na folha mas não aparecem no documento, plano de ação sem responsável nem data, e riscos ergonômicos e de acidentes ignorados porque "não dão insalubridade". Cada uma dessas falhas enfraquece o programa na fiscalização e, pior, deixa riscos reais sem controle.
O que a empresa recebe
- Documento do PGR: com inventário de riscos e plano de ação, pronto para ficar à disposição dos trabalhadores e da fiscalização.
- Lista de prioridades: as medidas mais urgentes destacadas, para a gestão saber por onde começar.
- Base para os demais documentos: informações organizadas para o PCMSO, o LTCAT e o eSocial.
Por que fazer o PGR com a MT12
Fazemos o PGR junto com o PCMSO, a partir da mesma visita, para que riscos e exames conversem. Depois da entrega, seguimos disponíveis para revisar o programa quando a empresa mudar e para acompanhar o plano de ação. Se a sua atividade é no campo, o programa adequado é o PGRTR.