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MT12Saúde e Segurança

FDS – Ficha de Dados de Segurança em Goiânia

A FDS é o documento que acompanha um produto químico e diz a quem o manuseia quais são os perigos, como se proteger e o que fazer em uma emergência. A MT12 elabora e revisa fichas para quem fabrica, importa ou fraciona produtos e ajuda quem usa a colocá-las em prática.

Um documento, dezesseis respostas

A Ficha de Dados de Segurança segue um formato padronizado, alinhado ao Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos, o GHS. São dezesseis seções em ordem fixa, para que qualquer pessoa, em qualquer empresa, encontre a informação de que precisa no mesmo lugar.

A ficha é pensada para leitores diferentes. O comprador consulta a identificação do fornecedor. O técnico de segurança procura os limites de exposição e os equipamentos de proteção. O socorrista vai direto aos primeiros socorros. O responsável pelo almoxarifado olha armazenamento e incompatibilidades. E a equipe de emergência precisa saber como combater um incêndio ou conter um vazamento. Uma FDS bem feita atende a todos eles sem obrigar ninguém a ler o documento inteiro.

Bloco de seçõesO que responde
Identificação e perigosQue produto é este, quem fornece e qual o perigo principal
ComposiçãoQuais ingredientes contribuem para o perigo
EmergênciasPrimeiros socorros, combate a incêndio e vazamentos
Uso no dia a diaManuseio, armazenamento, controle de exposição e EPI
Dados técnicosPropriedades físico-químicas, estabilidade, toxicologia e ecotoxicologia
Fim de vida e transporteDescarte, transporte e regulamentações aplicáveis

Quem precisa elaborar e quem precisa ter

Fabricantes, importadores e empresas que fracionam ou envasam com marca própria são responsáveis por elaborar a FDS. Quem compra e usa o produto precisa ter a ficha disponível e acessível aos trabalhadores, como prevê a NR-26 ao tratar da classificação, da rotulagem preventiva e da ficha com dados de segurança.

  • Indústrias de saneantes, cosméticos, tintas, adesivos e químicos em geral.
  • Distribuidores que fracionam produtos a granel.
  • Importadores que precisam adaptar fichas estrangeiras.
  • Empresas usuárias que querem organizar e revisar as fichas que recebem dos fornecedores.

Uma ficha desatualizada, incompleta ou copiada de outro produto pode passar despercebida até o dia em que alguém precisa dela em uma emergência, ou até a auditoria de um cliente. Revisar as fichas sempre que a fórmula, o fornecedor de matéria-prima ou a classificação de perigos mudar evita esse risco.

Como elaboramos ou revisamos a ficha

  1. Levantamento da formulaçãoRecebemos a composição, com tratamento confidencial, e os dados técnicos disponíveis das matérias-primas.
  2. Classificação de perigosAplicamos os critérios do GHS para definir as classes de perigo, os pictogramas, a palavra de advertência e as frases de perigo e precaução.
  3. Lacunas de dadosQuando faltam informações físico-químicas, indicamos os ensaios necessários, feitos por laboratório responsável definido no orçamento.
  4. Redação e entregaFicha completa em português, coerente com o rótulo do produto, pronta para distribuir a clientes.

Rótulo e ficha precisam dizer a mesma coisa. Um dos erros mais comuns é o rótulo trazer um pictograma e a FDS outro, ou frases de precaução diferentes. Na revisão, conferimos os dois documentos juntos.

A FDS no chão da empresa

A ficha só cumpre o papel dela quando chega a quem manuseia o produto. Por isso, a MT12 usa as informações da FDS em várias frentes: no inventário de riscos químicos do PGR, na escolha de luvas, respiradores e óculos, na sinalização e rotulagem dos locais de armazenamento e nos treinamentos de quem lida com inflamáveis.

A seção de descarte também conversa com a área ambiental: ela orienta a classificação de resíduos pela ABNT NBR 10004 e a destinação com MTR no SINIR. Assim, o mesmo documento serve à segurança de quem trabalha e ao controle ambiental do que sobra.

Dúvidas

Perguntas frequentes

01FDS e FISPQ são a mesma coisa?

Sim. FISPQ era o nome usado antes no Brasil. Com a atualização da norma técnica alinhada ao GHS, o documento passou a se chamar Ficha de Dados de Segurança, a FDS.

02Revendedor também precisa de FDS?

Quem revende deve repassar ao cliente a ficha recebida do fabricante. Se fracionar, reembalar ou colocar marca própria, passa a ter responsabilidade sobre a ficha do produto que vende.

03O produto importado veio com ficha em inglês. Serve?

Para uso no Brasil, a ficha deve estar em português e seguir o formato da norma brasileira. A ficha estrangeira é um ponto de partida para a adaptação.

Próximo passo

Conte o que a sua empresa precisa. A gente organiza o resto.

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